DOMINGO I DA QUARESMA

Lc 4, 1-13

 Esta passagem do Evangelho segundo São Lucas, refere as tentações que Jesus teve de enfrentar nos 40 dias que passou no deserto. Esta passagem é uma reflexão sobre a nossa relação com Deus, a vida cristã e o modo como enfrentamos as tentações que surgem no nosso dia a dia.

Jesus estava cheio do Espírito Santo e foi para o deserto, sem comer, só a rezar. Durante esse tempo, o Diabo queria que Jesus fizesse coisas erradas por causa das suas fraquezas.

Primeira Tentação: Jesus sabia que a coisa mais importante não é apenas o que comemos, mas o que Deus nos ensina: "nem só de pão vive o homem".

Segunda Tentação:  Jesus sabia que Amar a Deus era a coisa certa.

Terceira Tentação: Jesus sabia que não devemos desobedecer a Deus, mas confiar no que nos ensina.

As tentações de Jesus no deserto ensinam-nos que devemos resistir às tentações com fé e obediência a Deus. Jesus, ao rejeitar os atalhos do Diabo, mostra-nos que a verdadeira força vem da Palavra de Deus. Esta passagem lembra-nos de confiar em Deus e procurar a Sua vontade, especialmente durante momentos de provação.

As tentações do mundo exterior estarão sempre presentes em nossas vidas, por isso é importante manter nossa fé e confiança em Deus, pedindo-lhe em todo momento que nos permita distanciar-nos do pecado e das coisas que ferem seu coração.

Todos os dias somos tentados a tropeçar em tentações, porém, só conseguimos com que isso não aconteça quando a nossa fé é maior do que aquilo que nos tenta.

É que mesmo quando enfrentamos dificuldades, devemos confiar em Deus e seguir os Seus ensinamentos. Jesus mostrou-nos que, em vez de ceder às pressões ou tentar ir por maus caminhos, devemos ir buscar a vontade de Deus e resistir às tentações com fé e sabedoria. Isso ensina-nos a importância de ter confiança em Deus, viver com integridade e não testar os limites do que é certo.

Muitos de nós, quando iniciamos um novo desafio gostamos de refletir, de pensar, de organizar coisas quer na nossa cabeça, no nosso coração e mesmo em coisas exteriores a nós. Para isso gostamos de ficar sozinhos. Assim, também, gostava Jesus de fazer, sempre que precisava de tomar decisões. O deserto é um espaço onde não há pessoas, não há grandes ruídos e permite pensar. Mas Jesus decidiu ir para o deserto também para refletir na sua vida, naquilo que sentia que Deus lhe estava a pedir. Fez como que um retiro do mundo e do rebuliço do dia a dia. E confrontou-se com o bem e com o mal, com as tentações do mundo: com o deslumbre perante os bens materiais, com a sede do poder, com a facilidade de se alcançar os objetivos que se pretendem passando por cima de tudo e de todos, incluindo da própria fé. Todos nós no nosso dia a dia nos deparamos com a necessidade de fazer escolhas, de tomar opções, de decidir pequenas e grandes coisas e somos livres para o fazer. Deus dá-nos essa liberdade, tal como deu a Jesus. Jesus decidiu optar sempre por Deus, por fazer a sua vontade, por ouvir o que Ele tinha para lhe dizer, por confiar no seu PAI a quem Ele sabia que nunca o abandonaria.

E nós, somos capazes, tal como Jesus de escolher sempre o bem, de escolher Deus, mesmo quando tudo parece estar a desmoronar-se?
Em que lugar colocamos Deus na nossa vida nas escolhas do nosso dia a dia? Somos capazes de escutar verdadeiramente a Deus e fazer a vontade do Pai, de vivermos com base na partilha e na entrega ao próximo?
Somos capazes de adorar a Deus e a Ele amar verdadeiramente e acima de todas as coisas? Estas tentações são as nossas tentações/desafios enquanto “peregrinos” nesta caminhada pelo mundo. Este tempo de quaresma, de 40 dias até à Páscoa, pode ajudar-nos a refletir nisto tudo e a transformar a nossa maneira habitual de agir e agir com Deus mais presente na nossa cabeça, no nosso olhar, na nossa mente, na nossa boca, no nosso coração e nas nossas mãos. E nesta caminhada vencermos as nossas fraquezas, abrir o coração a Deus, entregarmo-nos aos outros fazendo o bem, evitando ter pensamentos e palavras maldosas para com os outros e tentar assim, no dia a dia, ser um reflexo de Deus /Amor na vida dos outros levando a uma transformação da nossa própria vida, cumprindo a nossa missão: sermos cristãos felizes e levando / espalhando o Reino de Deus ao mundo à nossa volta.

4º ano de Casal de Malta

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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