Faltar à Missa ainda é pecado grave (5)
O recolhimento até pode ser mais fácil na nossa casa, e é importante guardar alguns tempos de silêncio para a oração ao longo da semana, mas se formos honestos, não é difícil reconhecer que o ruído que verdadeiramente perturba está em nós, nos nossos sentimentos e pensamentos, e quão difícil pode ser aquietar a memória e a imaginação, verdadeiros focos de distração.
Na semana passada referíamos que embora importante, não é suficiente a oração a sós com o Senhor. Foi o próprio JESUS quem prometeu a “sua presença” quando os irmãos se encontram (cf Mt 18,20). No evangelho deste domingo (cf Mt 22,1-14) JESUS fala do banquete para o qual Deus convida toda a gente e, a partir dele podemos compreender por que é grave não participar da Missa.
Como os convidados que recusam o convite para o banquete, faltar à missa é como dizer a Cristo que não precisamos do Seu sacrifício por nós e pela vida do mundo.
Faltar à missa é dizermos-Lhe, não com palavras, mas com a atitude, que não temos interesse em encontrá-l’O porque temos coisas melhores e mais importantes a fazer!
É dizermos ao Senhor que preferimos o nosso sono (talvez a nossa preguiça!), o nosso tempo, tantas vezes desperdiçado, a nossa conversa fiada, os nossos pecados... tudo isso vem antes d’Ele!
E o mesmo se pode dizer daqueles que, sob mil pretextos diferentes, não valorizam a presença do Senhor, o Seu Sacrifício, a Sua Palavra, os dons que Ele oferece para a vida do mundo.
Quem age assim não ama o Senhor, e é precisamente isso que constitui o pecado mortal.
A Eucaristia é um banquete magnífico, ao qual nos aproximamos cheios de gratidão por um convite imerecido, mas tão honroso. (continua)