Sobre as Celebrações da 1ª Comunhão

 Caros pais e catequistas,

Após as recentes notícias acerca da evolução da situação no nosso distrito e após o comunicado da Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC) de Leiria: “Recomendar à população em geral, e sobretudo às famílias, o cancelamento de todas as actividades que impliquem a acumulação de pessoas, tais como festas familiares e outras, restringindo ao mínimo os contactos sociais”, algumas pessoas manifestaram dúvidas acerca da realização da 1ª Comunhão.

Depois de termos ouvido e recebido as orientações dadas pelos nossos governantes e no seguimento das diretrizes dadas pela hierarquia da Igreja, no que respeita à celebração dos sacramentos, julgamos ser importante prosseguirmos com o calendário das nossas celebrações da primeira comunhão e batismos, bem como, a realização do crisma nas datas previstas.

No que toca à primeira comunhão, reitera-se o pedido de só se sentarem no banco do catequizando que recebe a primeira comunhão, pessoas que coabitem na mesma casa, com a eventual exceção, aberta para os padrinhos dos que vão ser batizados.

A pandemia não conhece limites, não conhece fronteiras e ninguém pode pensar em escapar impune. Somos todos atingidos e envolvidos de modo direito ou indireto.

Tudo temos feito para que as nossas celebrações não sejam um foco de contaminação e propagação da COVID19 (desinfeção dos bancos e mãos, cumprimento do distanciamento social recomendado), no entanto, a fase em que nos encontramos pede-nos sabedoria, clarividência e compromisso comum, para que todos os esforços e sacrifícios feitos até agora não sejam inúteis.

Reforçamos este aspecto que tem levantado várias dúvidas: é-nos permitido ocupar o banco da igreja com quem se partilhe a mesma casa. Essa possibilidade não se estende a familiares ou amigos convidados.

Certos do transtorno que provoca não podermos juntar as nossas famílias como é hábito, queremos, no entanto, focar os nossos esforços no mais importante que é o crescimento dos nossos jovens. Não seria, certamente, bom indício cancelarmos a celebração porque não podemos fazer uma festa em casa.

Do mesmo modo, não havendo perspectivas de melhorias da situação a curto prazo, o cancelamento para data incerta também não nos parece uma opção para estas crianças que têm manifestado o seu empenho e entusiasmo com esta celebração.

Foi, no entanto, a vontade de alguns pais que assim preferiram cancelar a participação dos seus filhos neste momento, até uma altura mais favorável.
Naturalmente que estas celebrações não são obrigatórias e se for vontade dos pais adiarem a termo incerto, poderão fazê-lo (caso prefiram adiar, informem o mais rápido possível o respectivo catequsita).

Estamos certos de que todos, pais, catequistas e nós Equipa Pastoral, estamos preocupados e a trabalhar pelos melhores interesses das nossas crianças, pedimos uma vez mais que tudo possa decorrer com normalidade e no máximo respeito pelas normas e segurança de todos.

Confiemos a nossa paróquia, as nossas famílias à proteção divina e peçamos a intercessão de Nossa Senhora do Rosário para que possamos continuar a viver a nossa fé em Igreja, com este sentido do bem comum e promoção do amor fraterno.

 

Pe. Patrício Oliveira, pároco

Pe. Rui Ruivo, vigário paroquial

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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