Papa vai instituir 39 catequistas de 16 países, incluindo Portugal

Cidade do Vaticano, 24 set 2025 (Ecclesia) – O Papa vai presidir este domingo à Missa com instituição de 39 leigos e leigas de 16 países, incluindo Portugal, no ministério de catequista, anunciou hoje o Vaticano.

“Os candidatos ao ministério laical do catequista, que receberão do Papa também o crucifixo como sinal da sua vocação especial, são provenientes da Itália, Espanha, Inglaterra, Portugal, Brasil, México, Índia, Coreia do Sul, Timor-Leste, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Estados Unidos, Moçambique, Brasil, Peru e República Dominicana”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA, pelo Dicastério para a Evangelização (Santa Sé).

A celebração encerra o Jubileu dos Catequistas, que decorre em Roma a partir de sexta-feira, reunindo mais de 20 mil peregrinos de 115 países.

O encontro, no Ano Santo, começa com as peregrinações dos catequistas à Porta Santa da Basílica de São Pedro, na manhã de sexta-feira, e com a vigília de oração, pelas 18h30 (menos uma em Lisboa), sob a presidência de D. Rino Fisichella, pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização.

Durante esta celebração, vão ser aprestados três testemunhos de catequistas: Liliana Russo, da Itália, Paulo Agostinho Matica, de Moçambique, e Estela Evangelista Torres, do México.

No sábado, às 10h00 de Roma, os catequistas são convidados a participar na Audiência Jubilar, com Leão XIV, na Praça de São Pedro, antes das catequeses em várias línguas, que vão decorrer durante a tarde, em igrejas do centro de Roma.

Em maio de 2021, o Papa Francisco decidiu instituir o ministério de catequista, na Igreja Católica, através da carta apostólica (Motu Proprio) ‘Antiquum ministerium’.

A decisão diz respeito a homens e mulheres que não pertencem ao clero nem a institutos religiosos, reconhecendo de forma “estável” o serviço que prestam na transmissão da fé, “desempenhado de maneira laical como exige a própria natureza do ministério”.

A carta apostólica refere que o catequista deve estar ao “serviço pastoral da transmissão da fé” que se desenvolve nas suas diferentes etapas, desde o “primeiro anúncio” à formação permanente, passando pela preparação para os sacramentos da iniciação cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia).

O Jubileu, com raízes no ano sabático dos judeus, consiste num “perdão geral, uma indulgência aberta a todos, e na possibilidade de renovar a relação com Deus e o próximo”.

Esta indulgência implica obras penitenciais, incluindo peregrinações e visitas a igrejas.

O Papa Bonifácio VIII instituiu, em 1300, o primeiro Ano Santo – com recorrência centenária, passando depois, segundo o modelo bíblico, cinquentenária e finalmente fixado de 25 em 25 anos.

O atual Ano Santo começou com a abertura da Porta Santa, na Basílica de São Pedro, na vigília do último Natal, pelo Papa Francisco.

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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