Rainha Santa Isabel
Rainha Santa Isabel, como hoje a conhecemos, foi Isabel de Aragão nascida em Espanha no ano de 1271. Filha de Pedro III e de Constança de Sicília, nasce, segunda conta a lenda, envolta numa “pele” que acabou por conceder um certo misticismo associado ao seu nascimento.
Educada na fé cristã, desde cedo praticava a oração, o jejum e a mortificação com cilícios (objetos de penitência que visavam causar desconforto).
Com apenas 11 anos, chega a Portugal com o propósito de contrair matrimónio com D. Dinis rei de Portugal, para que fosse limitada a supremacia de Castela.
O seu reinado destacou-se por obras de caridade, sendo associada à fundação de instituições de caridade e ao facto de se envolver pessoalmente no cuidado para com os pobres e os doentes.
Conhecida também, pelo famoso “Milagre das Rosas” e curas milagrosas documentadas. Reza a lenda que, durante um inverno rigoroso, a rainha saiu do castelo para oferecer pão aos pobres. Escondendo os pães no seu manto, foi intercetada pelo marido que a questionou. Mas ao revelar o conteúdo do seu manto, milagrosamente os pães transformaram-se em rosas.
Foi uma grande mediadora da paz, intercedendo em diversos conflitos que ameaçavam a estabilidade do reino e intervindo nas disputas entre D. Dinis e o seu filho Afonso IV. Assim, evitou que sangue fosse derramado e demonstrou a sua capacidade e preocupação com a paz e reconciliação.
Quando D. Dinis faleceu, a rainha recolheu-se e adotou o modo de vida das clarissas no Mosteiro de Santa Clara em Coimbra, vivendo com modéstia. Acabou por falecer, em 1336, no castelo de Estremoz, enquanto tentava mediar o conflito entre o filho Afonso IV e o rei de Castela.
O seu corpo foi sepultado no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e apenas em 1625, Isabel de Aragão foi canonizada pelo Papa Urbano VIII e reconhecida pela Igreja Católica como Rainha Santa Isabel. Cuja festa litúrgica é celebrada a 4 de julho, a fim de nos inspirar sobre a beleza da caridade e da promoção da paz.