Domingo XXIX Tempo Comum - Ano A

Neste Evangelho lê-se “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
Entende-se que a moeda, que tem a imagem de César, poderá representar as obrigações que temos na nossa vida, na escola, no trabalho e na sociedade, e que devemos cumprir com dedicação e empenho, garantindo que não falhamos.

A frase “Dai a César o que é de César” remete para a justiça e o equilíbrio, para a capacidade de cumprir os nossos deveres e obrigações, reconhecendo e estabelecendo limites com justiça e honestidade.

No entanto, o mais importante é que, assim como a moeda tem a imagem de César, nós somos a imagem de Deus. Por isso, devemos orientar a nossa vida segundo os ensinamentos que Ele nos deixou, sendo justos, praticando o bem, perdoando, sendo humildes e servindo.
Do ponto de vista espiritual, importa saber conciliar os nossos deveres, obrigações e rotinas diárias com o convite de Jesus para seguir o seu caminho de luz. Devemos, por isso, orientar essas mesmas rotinas e obrigações tendo presente aquilo que Jesus nos ensina, deixando que o amor que Ele tem por nós guie o nosso caminho e as opções que vamos fazendo ao longo da vida, para que todos os dias consigamos dar “a Deus o que é de Deus”.

O Evangelho incentiva-nos, assim, à prática da coerência, a fazer o que dizemos e a viver de acordo com aquilo em que acreditamos.
Tentaram apanhar Jesus em falso, mas a sua coerência ajudou a separar as águas: as obrigações terrenas impostas pelos homens são para cumprir, assim como o amor, o culto e o tempo dedicado a Deus são para praticar. Uma coisa não impede a outra.
Quem segue Cristo procura não falhar com as obrigações terrenas nem com Deus Pai, procurando viver com justiça, honestidade e dedicação, sem esquecer que somos chamados a refletir o amor de Deus em tudo o que fazemos.

Grupo de catequese do 7° ano de Casal de Malta

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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