Faltar à Missa ainda é pecado grave (4)

Como sublinhámos na passada semana o sacramento do Batismo torna-nos membros da Igreja e a vivência da fé requer a comunhão com a comunidade e com os sacramentos. Ser católico e não ir à Igreja é um contrassenso!

Podemos acreditar em Deus e ter experiências de fé em qualquer lugar, é um facto! Pode até ser mais fácil o recolhimento com o Senhor, na própria casa e, às vezes, é verdade que os outros, nomeadamente as crianças, podem distrair-nos! E daí?
A Igreja não tem de ser casa de família onde TODOS estão à mesa? Passará pela cabeça de alguém por os filhos na rua, porque são pequenos e perturbam? (infelizmente dá a impressão de que por vezes há mentes ‘piedosas’ que acham que sim, porque não conseguem concentrar-se, dizem!)

Mas voltemos ao nosso assunto: é mesmo preciso ir à missa?
Não basta rezar no quarto, como até o recomenda o próprio Senhor?
Na Missa estamos em comunhão com Cristo por cerca de quarenta e cinco minutos, sem contar o tempo de ida e volta à igreja, que é também um tempo dedicado ao Senhor.

Sinceramente: quem diz que prefere estar em paz e a sós com Deus e, por isso, não vai à Missa, também dedica uma hora ou uma hora e meia do seu tempo ao Senhor? Passa assim tanto tempo com Ele? Não será que resolve tudo num ou dois minutos, se é que chega mesmo a fazer um tempo de oração?

Mas ainda que alguém dedique metade do domingo à oração pessoal, nunca poderá experienciar o que acontece na Missa: a presença do Senhor, a renovação do Seu sacrifício, a Sagrada Comunhão!
E na Missa, acontece também o importante encontro com a comunidade cristã: a Igreja só se torna visível quando dois ou três se reúnem em nome do Senhor.

Pe. Adelino Guarda

(continua)

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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