Faltar à Missa ainda é pecado grave (3)

Uma pessoa não pode ser muito católica, ter fé em Deus e em JESUS, sem ir à Igreja?

Efetivamente uma pessoa pode acreditar em Deus e nos ensinamentos de JESUS e pode (deve!) rezar sempre em qualquer lugar, mas pelo Batismo tornamo-nos membros da Igreja, católicos, e a vivência plena da fé requer a comunhão pessoal com a comunidade à qual pertencemos. A nossa fé supõe, necessariamente, a vivência dos sacramentos que não podem ser reduzidos a atos individuais, ainda que carregados de devoção. A Igreja não é apenas uma ideia, ou como agora poderíamos dizer, uma realidade virtual. Concretamente, na Missa, o crente recebe a sagrada comunhão, pela qual o próprio Senhor vem ao seu coração: realidade única na nossa vida de fé, que produz efeitos de valor inestimável para a nossa santificação. O próprio Cristo, cheio de graça, torna-se real na nossa vida, para nos servir, para acolher as nossas necessidades e as necessidades do mundo inteiro, é como se Ele nos dissesse: “Estou contigo! Estou à tua disposição: pede”!

Na Missa escutamos sempre a Palavra do Senhor, depois acompanhada pela reflexão do sacerdote; enquanto ele fala, por mais humildes e pobres que sejam as suas palavras, o próprio Senhor atua no coração dos Seus fiéis. Quando se participa na missa por obrigação, para não cometer um pecado mortal, ou simplesmente por rotina, não se compreendeu absolutamente nada da fé. O coração do cristianismo não é “a minha fé”, “não sou eu”, mas é Ele, JESUS Cristo, vivo, real e atuante nos sacramentos, hoje da mesma forma perfeita como agia há dois mil anos e nós devemos correr ao Seu encontro para O ver, ouvir e tocar, como as multidões de então. A Missa dá-nos este contacto verdadeiro com Ele. (continua)

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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