Anda Luzia!
Intensa esta semana que passou. Em Dia de São João Maria Vianney rumei ao encontro dos nosso Agrupamento para visitar a o ACAGRUP lá nas terras de Arco da Fronteira, que estas visitas também são parte das funções.
Várias foram as mensagens que se foram fazendo presentes, manifestando um carinho especial no dia do padreiro dos padres.
Figura curiosa a do São João Maria, a colocar-nos no sítio, recordado docemente que não é mérito nosso, mas Graça Divina que faz acontecer a mudança e a transformação pastoral e o cuidado das ovelhas do rebanho.
Atravessar o nosso Alentejo e a imensidão da Andaluzia[1] é difícil não se sentir completamente assoberbado pela beleza da criação e o cuidado e o amor que Deus nosso Pai colocou em tudo isto que nos rodeia e que nós ferozmente temos destruído e ignorado.
Foi assim de coração cheio que encontrei os miúdos lá na fiestas de Nossa Senhor das Nieves.
Também me deixam sempre assoberbado. Parecem pintainhos atrás dos dirigentes, alguns dos quais eram também eles pintainhos não há muito tempo.
E uma pessoa olha e observe e absorve tudo isto. Toda esta criação... e na verdade, se por um lado os padres se vão sentido cansados, de tentar chegar a todo o lado sem o conseguir, por outro lado tudo isto parece ser cuidado e obra de Deus.
Nós só tentamos acompanhar.
Penso no episódio do Evangelho deste fim de semana: Pedro todo corajoso para ser radical e andar sobre as águas, se Jesus conseguia, porque não, não é?
Pobre Pedro, depressa percebeu que sozinho não se vai longe. Sozinhos só nos afundamos.
Rezamos pelos padres, pelos dirigentes, pela equipa Castor (pais dedicados que não sabiam no que se estavam a meter!), catequistas, leitores, comissões, acolhedores, esta panóplia toda de agentes de pastoral que sozinhos se afundam, mas que são chamados por Jesus a conduzir a sua barca.
Que nunca nos suba à cabeça a vaidade e o orgulho. O Senhor quer precisar de nós e temos valor. Mas precisamos de manter unidos a Ele para que esse valor cresça e dê fruto.
[1] Quando digo ou escrevo Andaluzia, imagino sempre um pastor que puxa pela sua ovelha “anda Luzia”