Ciudad Mier 

Ciudad Mier é um dos municípios mais antigos do estado de Tamaulipas, no nordeste do México, situado às margens do Rio Bravo, na fronteira com os Estados Unidos. Fundada em 6 de março de 1753 sob o nome de Villa del Paso del Cántaro, a cidade destaca-se por sua rica herança colonial e por ter sido nomeada o primeiro Pueblo Mágico da região fronteiriça mexicana em 2007.

Aspectos Relevantes

  • História e Conflitos: A cidade foi palco da famosa Expedição Mier (1842), um importante episódio militar durante o conflito de fronteiras entre a República do Texas e o México.

  • Arquitetura Colonial: Preserva mais de 100 edifícios históricos construídos em arenito e calcário, característicos do estilo vernacular colonial do norte do México.

  • Geografia e Recursos: Localizada na bacia do Rio Bravo (Rio Grande), possui forte tradição na pecuária, agricultura irrigada e pesca esportiva na vizinha Represa Falcón.

Edifícios Históricos e Arquitetura

  • Paróquia da Puríssima Conceição: Inaugurada em 1795, situa-se no centro da cidade. Sua fachada de cantaria novohispana destaca-se por duas torres de alturas desiguais, sendo a mais alta construída no século XIX.

  • Casa de los Frijoles Pintos: Casona histórica onde prisioneiros texanos da Expedição Mier foram mantidos em 1842. O nome remete ao sorteio com feijões pretos e feijões pintados que determinava quais prisioneiros seriam executados. Atualmente, o local funciona como museu.

  • Casa de las Columnas (Edifício Consistorial): Localizada em frente à Plaza de Armas, esta estrutura do século XIX abrigou a prefeitura, a cadeia local e um templo maçônico ao longo de sua história.

  • Capela de San Juan Bautista: Construída em 1835, exibe uma fachada sóbria de pedra em tons castanhos e compõe o conjunto de edifícios religiosos preservados no município.

  • Pontes Históricas de Cantaria: As pontes HidalgoMéndez e Virgen, erguidas entre 1830 e 1850, mantêm a arquitetura colonial de arcos sobre os riachos locais.

Atrativos Turísticos e Naturais

  • Plaza de Armas: Ponto central da cidade, arborizado e centrado num coreto octogonal de ferro trabalhado característico do período do Porfiriato.

  • Represa Falcón: Localizada nos arredores, na fronteira com os EUA, é procurada para a pesca esportiva de achigã (lobina negra). Em períodos de estiagem, é possível avistar as ruínas da antiga cidade de Revilla emergindo das águas.

  • Rio Álamo e Rio Bravo: As margens destes rios oferecem mirantes e áreas para passeios de barco, caminhadas e observação de fauna nativa.

Tradições Culturais e Gastronomia

  • Artesanato em Barro e Têxtil: A cidade destaca-se pela extração de argila em até sete cores naturais para a confecção de peças cerâmicas decorativas e utilitárias. Na arte têxtil, há uma tradição de bordados detalhados com pedrarias (chaquira e canutillo), aplicados em vestuário tradicional.

  • Gastronomia Norteña: O cardápio local inclui o cabrito al pastor ou assado em caixa de madeira (al ataúd), caldillo fiscaleño, asado de porco em molho vermelho e pães artesanais de campo.

  • Festividades Locais: Destacam-se o Festival de Fundação de Mier (comemorado a 19 de março) e a Festa da Imaculada Conceição (8 de dezembro), com procissões, danças tradicionais e feiras culturais.

Em 2010, Ciudad Mier converteu-se temporariamente numa "cidade-fantasma" após o abandono massivo de cerca de 95% da sua população (mais de 6.000 habitantes) devido a um pico extremo de violência do crime organizado.

Os principais fatores que provocaram o êxodo foram:

  • Ruptura entre Cartéis: No início de 2010, o Cartel do Golfo e o seu antigo braço armado, Los Zetas, romperam a sua aliança e iniciaram uma guerra aberta pelo controlo da rota fronteiriça La Ribereña.

  • Invasões e Conflitos Urbanos: A partir de fevereiro de 2010, a cidade foi disputada em combates de rua diários, com caravanas de dezenas de veículos blindados e atiradores armados.

  • Intimidação e Ultimato (Novembro de 2010): A situação atingiu o limite crítico em novembro, quando membros de Los Zetas lançaram um ultimato à população, ameaçando matar quem permanecesse na cidade. Moradores foram vítimas de sequestros, extorsão e incêndio de habitações.

  • O Éxodo Humano: Milhares de habitantes fugiram no espaço de poucas semanas. A maioria procurou abrigo num acampamento temporário na vizinha cidade de Miguel Alemán ou emigrou para os Estados Unidos e outros estados do México.

A partir de 2011, com a instalação permanente de um quartel do Exército Mexicano na área, a segurança na zona urbana começou a ser restabelecida. Muitos moradores regressaram gradualmente, mas o acontecimento ficou marcado como um dos episódios mais dramáticos do conflito do narcotráfico no México.



Curiosamente, não é conhecida, nem lhe é dado o devido crédito por uma das suas melhores realizações da história recente: exportação de freiras.

Esta terra, pedaço do povo de Deus, produz um tipo de freira particularmente precioso e raro.

A Marinha Grande importou um desses raros e preciosos espécimes há 16 anos e desde então tem sido alvo de uma cuidada avaliação.

Destacam-se pela discrição, uma humildade tocante, de quem não se atravessa à frente de ninguém, nem para se defender. Humilde, sensata e bondosa, adaptou-se à Paróquia como que eleita por Deus para esta missão em especial.

Destaca-se a sua gentileza e o espírito de missão. É muito óbvio que naquele coração há espaço apenas para o Amor a Deus e a sua Mamã de Guadalupe. E se O Senhor lhe pede para rumar para longe da família em missão, ela vai.

Assumiu a Marinha como sua terra; o seu carisma como prioridade. Tem sido incansável no serviço, da missão da Evangelização, onde quer que seja necessária, está; onde lhe pedem que vá, devolve o sorriso tímido; e se sonha que pode dar algo, avança corajosa, sem que seja necessário pedir.

Tem trazido uma sensibilidade e um cuidado que são notáveis. Tem sempre ideias para um cenário, para embelezar o altar ou a nossa igreja. E tem sempre bolachas para partilhar no cartório.

Para quem vem de uma cidade que sucumbiu à violência dos gangues pistoleros e barões de droga, o seu coração preservou-se sempre como lugar de paz e amor.

Passaram esta semana 31 anos que a Madre Salinas fez os seus votos em Puebla, México, desses, 16 foram passados connosco. Estou convencido que já é quase mais nossa que do povo Mexicano.

Numa data especial, em nome da comunidade da Marinha Grande, manifesto a nossa gratidão e o nosso reconhecimento pela dedicação e pelo amor que dedica a tudo o que faz e a todos os que se cruzam.

Que o bom Jesus a conserve gentil e generosa embaixadora do Amor de Deus entre aqueles a quem foi chamada a servir.



Pe. Patrício Oliveira

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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