Correr para O Pai

Jejum, Esmola, Penitência, Oração

São as palavras de ordem que ouvimos estes dias, de Quaresma.
Certamente queremos dar o nosso melhor crescer, sair mais fortes, mais inteiros, mais próximos, gostei de ouvir o Padre Nuno Tovar de Lemos que se a penitência não nos torna melhores pessoas, é apenas masoquismo;
Jejum que não seja para autodomínio é dieta.
Mal enquadrados e mal vividos, podem ser só mais um peso que carregamos em cima de tanto que já temos no prato da vida e chegaríamos à Páscoa exaustos, com a sensação de que nada mudou e que falhámos redondamente.

Hoje caíram-me acidentalmente a música que se segue, com tradução e promessa de em breve os Extrema Unção tocarem isto ao vivo e uma pregação já do ano passado que anexo.
E uma pregação Quaresmal do ano passado do amigo Pasolini, podem ler aqui.

Vão lá ler que eu espero, para não se perderem.

 

Dei por mim a pensar que “correr para os braços do Pai” é uma óptima meta. Se toda esta azáfama não nos leva aquele “descanso” andamos desalmados a correr para onde?
Andamos ainda com o coração nas mãos da tempestade, com medo da brisa que se levanta ou de que volte a chuva e tantos mais medos, mais ou menos legítimos, que nos perturbam o coração.

Não percamos o horizonte, a certeza daquilo que nos espera e foi prometido. Até porque afinal, somos uma Igreja que vive de Esperança.

Que estes dias de Quaresma possam ser vividos em serenidade, com profundidade, propósito, com a certeza que no fim nos aguarda o abraço do Pai. Entreguemo-nos, confiemos na Palavra que vamos escutando.

Carreguei um fardo
Muito tempo sozinho
Eu não fui criado
Pra fazê-lo sozinho 

Ouço o Teu convite
Pra deixar tudo ir
Agora eu vejo,
este é o meu desejo
Porque eu preciso de Ti

Refrão

Eu corro para o Pai,
confio na graça
Não quero fugir,
não dá para esperar

Meu coração chora
Minh’alma clama
E eu corro para o Pai
Outra vez, outra vez e outra vez

Viste o meu pecado
Tinhas um plano pra mim
Teu Filho enviaste
Mas não era o fim

E agora estou cheio
Do Teu grande amor
Eu não entendo
Não compreendo
Só sei que preciso de Ti

Estou sob o teu olhar
Desde que eu nasci
Corro para teus braços
Da morte à vida eu vou
Já posso sentir, em meu coração
Tua misericórdia aqui
Tu me aceitas como eu sou
E eu sei que preciso de Ti

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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