Domingo II Páscoa

Jo 20,19-31

 

-Quando ouvi este Evangelho, pensei muito em nós, no nosso dia a dia. Os discípulos estavam com medo e desorientados… e acho que, muitas vezes, nós também nos sentimos assim, com tantas preocupações e incertezas.

 E depois Jesus aparece e traz-lhes paz. Não resolve tudo de um momento para o outro, mas dá-lhes força para continuar. Isso tocou-me, porque sinto que é isso que também precisamos nas nossas famílias: paz, confiança e esperança, mesmo quando as coisas não são fáceis.

 A parte do Tomé também me marcou. Ele duvida, precisa de ver… e eu revejo-me nisso. Quantas vezes também eu preciso de sinais, de certezas… E, mesmo assim, Jesus não o rejeita. Pelo contrário, vai ao encontro dele. Isso dá-me muito conforto.

 Como mãe, isto faz-me pensar que também quero ensinar o meu filho a confiar, mesmo quando há dúvidas, e a acreditar que não estamos sozinhos.

No fundo, este Evangelho lembra-me que Jesus está presente na nossa vida e que, mesmo no meio das dificuldades, nos dá a força para continuar.

- Jesus aparece aos discípulos que além de se sentirem com medo após a Sua morte, se encontravam também desorientados e desanimados.

Consigo, Ele traz a paz, a segurança, a alegria e força do Espírito Santo que desce sobre eles.

Mostra que nunca estão sozinhos, dá ânimo para ultrapassar todas as barreiras, confiar sempre naquilo em que acreditam.

A dúvida de Tomé é um momento feliz para nós:" felizes os que acreditam sem nunca me terem visto."

Que nunca nos falte a fé, a força e a coragem.

 - Mesmo com as portas fechadas por medo Jesus aparece aos discípulos e traz a paz.

Dá uma nova missão anunciar o perdão e o amor.

Tomé que duvidou, representa muitas vezes a nossa dificuldade em acreditar sem ver, mas ao encontrar Jesus, faz uma profunda profissão de fé: “Meu Senhor, meu Deus."

Este evangelho lembra-nos que a fé não depende de ver, mas de confiar, somos chamados a acreditar e a viver como testemunhas, mesmo nas dúvidas, porque Jesus continua a vir ao nosso encontro.

 - Os discípulos estavam fechados com medo, quando lhes aparece Jesus e lhes dá a sua paz, falta Tomé, que porque não viu duvida. E eu? Quantas vezes no meu comodismo fecho as portas e não ouço a voz de Jesus que me diz “A paz esteja contigo!”  mais: assim como o Pai me enviou, também Eu te envio!

 Na minha casa, no meu trabalho, na catequese na minha vida, será que eu sou verdadeiramente imagem desse Jesus, que se deu à morte na cruz e que traz consigo as chagas que levam Tomé a acreditar?

Hoje é cada vez mais difícil viver á maneira de Jesus! Os nossos adolescentes tantas vezes levados pelo que aprendem na escola, na sociedade são como Tomé, só acredito se vir. Precisamos de cada dia mais, deixar que o sopro do Espírito Santo atue em nós, para sermos verdadeiramente felizes porque acreditamos sem ter visto e cheios de alegria ser enviados a anunciar a perdoar a ser exemplo desse amor e dessa paz que Jesus nos transmite.

9º ano da Marinha Grande

 

Patrício Oliveira

Padre desde 2011, ao serviço da Paróquia da Marinha desde como Pároco desde 2019.

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